quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Se você parar... fudeu...

Nem todos os dias são azuis, nem todas pessoas são confiáveis, nem todos os sorrisos são reais, e nem todos os abraços são sinceros, essa é a realidade da vida, vivemos em um mundo cão, onde a maioria das pessoas estão pouco se importando com sua dor ou sua felicidade, estamos na era do "cada um por si e Deus por todos"... 

Normalmente escrevo textos sobre a importância de se manter uma perspectiva positiva independente da situação, então vocês podem ter estranhanhado as minhas palavras, mas não há nada para se estranhar, não há nenhuma inverdade, o mundo é cruel mesmo, o mundo é um filho da puta pronto pra chutar sua bunda no seu primeiro vacilo. 

Não, antes que me perguntem, não estou revoltado. Estou sendo realista, e aceitar a realidade nos torna mais inteligentes e quando ficamos mais inteligentes, o mundo e nem as pessoas não nos passam pra trás, nos tornamos donos de nós mesmos, e daí sim o mundo trabalha a nosso favor, quando nos posicionamos frente ao mundo e deixamos pra trás a posição passiva, tomamos as rédeas do nosso dia-a-dia, e ter este controle é o que nos faz fortes, ser dono de si é o caminho para sermos felizes de verdade.

Acho que cansei de ouvir as pessoas reclamarem da vida que levam e ver que nada fazem para mudar a situação em que vivem, acho que cansei de ver as pessoas esperarem que os problemas se resolvam em um passe de mágica, que o destino se encarregue de transformar todo o drama de uma vida em um lindo conto de fadas. Amigos fadas não existem, contos de fadas existem nos livros e nas telas da TV, fora isso as histórias que tem um final feliz, ou tiveram um início ou um desenrolar difícil, repletos de desafios e momentos tortuosos, mas essas pessoas não foram babacas para esperar que a felicidade chegasse em um passe de mágica, elas entenderam a realidade, que a vida, destino, mundo, seja lá como você chama é um grande filha da puta e você vai passar a vida inteira lutando contra ele para alcançar as coisas que você almeja.

Estou cansado de gente preguiçosa, cansado de pessoas reclamonas, cansado de gente covarde... o mundo é pra quem tem coragem, coragem de acordar todos os dias, colocar a cara a tapa e lutar... então por favor, se você for dos que desistem facilmente... passar bem....


terça-feira, 8 de setembro de 2015

De luto... mas eu luto

Todos os seres constroem sua vida em relacionamentos, criamos laços e esses laços faz com que nos envolvamos afetivamente, seja na nossa família, em nossa vida profissional em nossos empregos, com nossos bens materiais, nossos animais de estimação e nossas relações amorosas, todas elas são laços, e as vezes estes laços nos envolvem, essas relações começam a fazer parte da nossa vida, e acreditamos que a outra parte envolvida nestes laços é nossa, um bem, uma propriedade, e a grande verdade é que não é, a única coisa que de fato é nossa em nossa passagem terrena somos nós mesmos, de resto não temos nada.

Mas somos seres egoístas, e quando alguma coisas nos é tirada, ou até mesmo quando algo ou alguém decide que está na hora de soltar os laços e terminar algum tipo de relacionamento, uma injustiça está sendo feito, tendemos a não enfrentar os finais como eles devem ser enfrentados, trabalhar as perdas da maneira correta não é uma tarefa tão fácil, aceitarmos que somos impotentes perante as perdas é doloroso. Como aceitar a perda de um ente querido? A morte do seu animal de estimação? A perda de um objeto que tem um valor afetivo inestimável? Como aceitar que o amor da sua vida, não durou para sempre? Como aceitar a perda daquele emprego para o qual você se dedicou tanto?

Não é certo, Deus deve estar errado, ou então nos pregando uma peça, porque aquilo ou aquele era meu, como ele pôde tirar isto te mim sem ao menos me pedir autorização? Eu não mereço sofrer, eu não mereço perder. São muitos "nãos" que vem à nossa cabeça em uma situação de perda, a famosa negativa, negamos que podemos perder, mais que isso, negamos que perdemos, uma situação de perda é fato consumado, perdemos e ponto final, não existem possíveis desdobramentos, só a perda e só. 

E quando perdemos precisamos vivenciar o luto, a psicologia fala que para vivenciarmos o luto precisamos passar por alguns estágios, o primeiro é a negação que falei acima, onde negamos a perda, insistimos em acreditar que ela não aconteceu, depois vem a raiva, ficamos com raiva do mundo, raiva de Deus, uma pontinha de inveja daqueles que tem aquilo que perdemos, culpamos a Deus e ao diabo por nossa dor, a perda é inconcebível e inaceitável neste estágio, e nosso ego insiste em nos cegar e dizer que não podemos perder, temos que ter tudo e tudo do nosso jeito.

A raiva vai passando e dai entramos em um estágio de negociação, queremos negociar a nossa dor, normalmente esta negociação é com Deus, prometemos sacrifícios, fazemos promessas, juramos por Deus e todos os santos coisas inimagináveis para termos o quer perdemos novamente, mais uma vez nosso egoísmo gritando, transformando adultos em crianças mimadas que podem e querem tudo a qualquer custo, como eu disse a negociação é vã, afinal a perda é fato consumado, o que se foi se foi, não volta, não podemos trazer alguém da morte, não podemos fazer com alguém que decidiu sair de nossa vida volte só porque queremos, só porque sofremos, a vida ela é dura, é feita de ciclos, e todo ciclo tem início, meio, fim e algo que muitas vezes esquecemos, recomeço... então não adianta negociar, é preciso aceitar os fins, mas antes de aceitar passamos por um outro estágio, a depressão.

Quando falo em depressão não necessariamente estou falando de uma depressão severa, mas sim uma tristeza, esta tristeza vem depois que a negação e a raiva vão perdendo espaço, e quando estes dois sentimentos vão embora o que resta é um vazio, e nada pior para qualquer ser humano do que se sentir vazio, sentir que lhe falta algo, sentir que com a perda daquela pessoa ou daquela coisa, se vão todos os planos e todos os projetos relacionados ao ente ou objeto perdido, é quando a dor é real, quando a dor é mais razão e menos impulso.

Depois da tristeza vem a aceitação, quando entendemos que não somos donos de nada e de ninguém, quando aceitamos a perda, e entendemos que o espaço vazio pode ser preenchido e que pessoas e objetos vão, mas as lembranças, o bem feito fica, aceitamos o fim...  e quando aceitamos com paz e serenidade completamos nosso luto, e ninguém passa por um processo de luto e continua do mesmo jeito, o luto nos muda, nos transforma e nos marca. 

Perder é uma merda, perder dói, mas perder nos torna mais humanos e menos egoístas... A vida é passageira, pessoas e coisas, vão e vem, histórias começam e terminam, e a única coisa sobre a qual temos poder é sobre nossas ações, valorize sempre o que tem e quem você tem do seu lado, porque tudo tem um fim e quando este fim chegar a dor vai ser inevitável, mas ela pode ser menor se você tiver o sentimento de dever cumprido, de ter dado valor ao que realmente tem valor.

Quando perder, grite, chore e sofra, mas o principal aceite a perda e lembre que tudo tem início, meio, fim e o principal um RECOMEÇO!

No luto... lute!

sexta-feira, 17 de julho de 2015

O poder do positivo...

Fiquei um bom tempo sem escrever, mas não por um motivo ruim, muito pelo contrário, tem muitas coisas acontecendo nestas últimas semanas, planos que estavam somente na minha cabeça, estão ganhando formato, deixando de ser só um sonho e se tornando realidade, e isto está me trazendo tanta felicidade, um sentimento tão bom que acho que não consigo descrever em palavras.
Nas minhas últimas postagens eu havia falado muito sobre os momentos ruins que estava passando e sobre como foi sair desse buraco negro chamado depressão e voltar ao normal, mas eu descobri uma coisa, que quem passa por um episódio depressivo, nunca mais volta ao normal, nunca mais somos os mesmos, quando vencemos a depressão nos tornamos melhores, nos tornamos maiores.

A angústia e a tristeza dão lugar à gratidão, a gente passa a ver que temos mais coisas para agradecer do que para reclamar, as pequenas coisas ganham valor e no fim das contas você enxerga e reconhece o quão rico é, e que na caminhada evolutiva, as vezes é preciso cair para se levantar e ver mais longe, você vê que seus olhos enxergam caminhos e soluções que antes eram invisíveis, que suas pernas são tão fortes que você pode andar quilômetros sem se cansar, que seus braços cruzados hoje se abrem num abraço, que seus ombros caídos hoje são forte e suportam muito mais peso do que antes, e que seu coração antes despedaçado e descompassado, hoje bate compassado e feliz e pronto para voltar a confiar e amar novamente.

Esta doença faz com que deixemos muitas vezes de acreditar nas pessoas, passamos a nivelar todos por baixo, como se o comportamento ruim de alguém obrigatoriamente se tornasse padrão para todas as outras pessoas ao nosso redor, a percepção da realidade e do ser humano se distorce, esquecemos que o mal é minoria e que pra cada pessoa disposta a nos machucar existe uma multidão capaz de arrancar um sorriso de nosso rosto, por mais que existam pessoas ruins, por mais que passemos por situações difíceis, o universo tende para o positivo, e é nesta palavra que está a chave para toda a mudança. 

Ser positivo, acreditar que o melhor pode, deve e vai acontecer... mudar nossa percepção sobre o mundo e a respeito das pessoas, enxergar o bom não é fácil, mas é libertador, é gratificante, nos traz paz e no fim das contas é isso que nos mantém firme e seguindo em frente. E nesse momento meu maior desejo é para que todas as pessoas que estão vivendo reféns da depressão se encontrem, se enxerguem vencedoras como são, e mudem seu jeito de pensar, que passem a enxergar o mundo e a se enxergarem de um modo mais positivo, de um modo mais real.

Tem muita coisa boa neste mundão, então mude-se e aproveite...