segunda-feira, 12 de agosto de 2013

OPORTUNIDADES DISFARÇADAS...

Como todo homem de sorte, semana passada o destino me agraciou com um entorse no pé direito e de brinde dois ossos da base do pé quebrado, mas como reclamar não leva a nenhum lugar produtivo ou situação positiva, o segredo é achar as famosas "OPORTUNIDADES DISFARÇADAS".

Nas próximas 6 semanas o que eu mais vou ter vai ser tempo de encontrar as oportunidades disfarçadas, e uma das oportunidades que encontrei foi a de repensar a vida, fazer aquele famoso balanço que sempre deixamos pra depois sob aquela velha, eterna e sempre atual desculpa de não termos tempo.

Fazia muito tempo que não tinha um tempo pra mim mesmo, um tempo para realmente pensar na vida, rever valores, rever objetivos, perspectivas e expectativas, ou simplesmente ficar jogado no sofá sem fazer nada, nos últimos anos minha vida se resumiu a trabalhar, a buscar ser melhor profissionalmente, a me superar, a mostrar pros outros o quão bom eu sou no que eu faço, confesso que consegui isso.

Sou um profissional extremamente competente (e modesto), que consigo as coisas que quero e alcanço os objetivos que me coloco, mas o ser humano não é formado de uma base só, ter uma base profissional sólida é importante, mas e o resto? Família, amor, diversão, espiritualidade, vida social... essas coisas é que fazem você um ser humano, as experiências e as dinâmicas que você desenvolve em cada uma destas áreas fazem de você um indivíduo rico de verdade.

Por mais que com toda minha impaciência eu odeie ficar com minha perna imóvel, bem lá no fundo eu agradeço a Deus por isso, pois enquanto minha perna está imóvel a minha mente está agitada, pensando, repensando, sonhando e projetando novas expectativas.

Então, que a empolgação de um pé quebrado não dure somente o tempo que tiver um gesso no pé, mas sim enquanto tiver um coração ansioso por vida batendo dentro do meu peito.

I'm leaving today... Living it, leaving it to change


sexta-feira, 22 de abril de 2011

Um novo começo

Depois de muito tempo sem escrever eu resolvi voltar, sem pretensões de ser lido por milhares, de conquistar o mundo ou alguém apenas com a humilde expectativa de ser ouvido por mim mesmo... de encontrar nas palavras forças e motivos para me reconstruir... aprender a ser um novamente.

Muitas coisas aconteceram desde meu último post, coisas boas e coisas nem tão boas assim, mas essa é a vida uma sucessão de oposição que nos molda e nos torna melhores, ou pelo menos tenta nos tornar melhores.

Confesso que estou numa fase de instrospecção e muita amargura, confesso que ultimamente não tenho encontrado motivos para sorrir, parece que tenho um vazio dentro de mim, algo faltando e fico me perguntando: "O que me falta?"

Terminar um relacionamento não é fácil, a gente se acostuma com a rotina de ser dois, com a companhia do outro, com as manias, com os detalhes, e depois do fim o que resta é somente a lembrança e o vazio, vazio esse consome, que dói, que machuca.... e eu pergunto: "O que me falta?"

Pensei que talvez o que faltasse fosse um novo amor, e cheguei a conclusão que não, o que me falta não deixa de ser um novo amor, mas não é amar uma outra pessoa, mas assim amar mais a mim mesmo... pode parecer piégas mas é a mais pura verdade, o amor próprio é o mais importante de todos os amores, e confesso que isso me falta... preciso me amar mais, olhar para mim e ver que não me falta nada.

E quando não me faltar nada daí sim vai chegar a hora de amar alguém, um amor de verdade, um amor de estremecer o mundo, de fazer o coração bater acelerado, um amor que não espera nada em troca... então enquanto esse amor não chega, vou descobri em mim motivos para ser feliz...

Agora pouco estava assistindo "Comer, Rezar, Amar" e tem uma parte em que a Liz está escrevendo uma carta para seu ex e que ela fala sobre um lugar que ela visitou em Roma, achei muito interessante e acho que se encaixa perfeitamente no que está acontecendo na minha vida...

 "Lembra quando falou que devíamos ser infelizes juntos pra sermos felizes?  Considere uma prova do quanto te amo eu ter passado tanto tempo tentando fazer essa idéia dar certo. Mas, outro dia, um amigo me levou a um lugar incrível: o Augusteum.  Otaviano Augusto o construiu para abrigar seus restos mortais.  Quando os bárbaros vieram eles o demoliram junto com todo o resto. Como Augusto, o primeiro grande imperador de Roma, imaginaria que Roma e que todo o mundo como ele o conhecia ficaria em ruínas? É um dos locais mais sossegados e solitários de Roma. A cidade cresceu ao seu redor ao longo dos séculos. O lugar é como uma ferida, um coração partido ao qual você se apega pois a dor é boa.  Todos queremos que as coisas permaneçam iguais, David. Aceitamos viver infelizes porque temos medo da mudança, que as coisas acabem em ruínas.  Aí, eu olhei esse lugar, o caos que ele suportou, o modo como foi adaptado, queimado, pilhado e depois encontrou uma maneira  de ser reconstruído, e me tranqüilizei.  Talvez minha vida não tenha sido tão caótica. O mundo que é, e a única armadilha real é nos apegarmos às coisas.  A ruína é uma dádiva. A ruína é o caminho que leva à transformação"

Então do meio das ruínas vou me reconstruir... e hoje é um novo começo para mim....




domingo, 4 de julho de 2010

E agora?

Não sei quantos de vocês já se sentiram desse jeito, mas sinto como se tivesse alguém apertando meu coração, uma angústia, uma dor que não chega a doer, mas que incomoda e incomoda e muito... é a famoso dúvida... aquele sentimento de não saber o que fazer e muito menos como fazer.
Muitas vezes somos colocados em situações que temos que escolher entre uma coisa ou outra, seria bom poder ter todas as coisas juntas, mas a lei do universo diz que não... dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço e nem dois sentimentos o mesmo coração, então a escolha se faz necessária.
Pra quem me conhece sabe que sou uma pessoa intensa em meus sentimentos, quando amo não é simplesmente da boca pra fora, não são simplesmente palavras... quando eu amo é fogo, é paixão, é desejo, é tesão é um desencadeamento de reações químicas que fazem com que meu coração bata mais forte, com que meus lábios insistam em manter um sorriso em meu rosto e meus pensamentos voltados para o agente desencadeador de tal reações.
Sou uma pessoa movida por emoções, preciso sentir para saber que sou vivo... e ultimamente não tenho sentido... não tenho vivido.
Relacionar-se é um jogo de risco, as coisas podem dar totalmente certas ou podem dar totalmente erradas, é importante pesar o quanto vai se apostar nesse jogo e no meu caso apostei muita coisa, coloquei muita coisa em jogo, no início entrei de cabeça, passei por cima de alguns valores, mudei minha rotina, enfrentei pessoas, deixei algumas outras de lado, construí sonhos, vários e inúmeros planos... e no começo esses sonhos foram um a um sendo frustados, um a um foram virando nada, foram se tornando sonhos sonhados só, planos não compartilhados... e quando uma expectativa é frustrada é normal que desenvolvamos mecanismos de defesas, é normal que nos tornemos pessoas mais fechadas em nós mesmos pelo simples medo do outro vir a nos machucar novamente, mas o normal nem sempre é o correto.
Quando nos fechamos, não damos a oportunidade do outro mostrar que mudou ou que está disposto a mudar, achamos que independente de qualquer coisas, essa pessoa vai voltar a nos machucar novamente... e acho que isso aconteceu comigo, sei que pode ser um grande erro mas eu não consigo mais ser eu mesmo... não consigo mais tirar essa armadura que me protege das desilusões, da frustração e ao mesmo tempo sufoca meus sonhos e me impede de viver a vida da maneira certa...
Gosto muito da pessoa com quem estou, é uma pessoa importante, alguém que sempre me ajudou em vários momentos, uma pessoa com suas falhas, erros e acertos... mas uma pessoa importante... confesso que ainda a amo, não sei quantificar ou descrever esse amor, mas amo e amo muito, e quando a gente ama a gente quer que o outro seja feliz...
Uma vez em uma das minhas sessões de terapia, minha terapeuta disse que o amor é um dos sentimentos mais sublimes porque o amor liberta... será que chegou a hora de deixá-lo livre?